terça-feira, 19 de julho de 2011

Em ocasião talvez eu me submeteria à qualquer mandamento. A primeira palavra que chegasse aos meus ouvidos seria suficientemente válida a me preencher. Eu busquei incessantemente qualquer coisa que brotasse nesta infertilidade toda. Infertilidade total: pensamentos, ações, dizeres e sentidos. A coragem colocada à prova. A imensidão de fadigas acumuladas. O acúmulo de morais as quais, por fim, se resumem a nada. E ontem eu estive, mais uma vez, observando cores e diferentes jardins. Observando pessoas e suas faltas - principalmente a falta de vida. Tanta vida perdida, tanta vida desperdiçada, tanta vida que lhes faltam! O jardim com certeza tem mais vida. O jardim tem cores. Pessoas são palidamente cruéis e desformes. Não há tempo que desforme-as mais do que a elas mesmas. Por acreditarem cegamente no sentido acabam por perderem a direção. Questionam umas às outras onde está o porquê. Mas elas nunca mereceram saber e, muito embora vivam, não fazem parte da vida. Ao menos não como as flores dos jardins.

Um comentário:

  1. Wow, the fact that Google has so roughly translated this leaves me wondering if that is exactly what you were thinking or am I puzzling the meaning out wrong. Either way, pretty dark write up. Fades in very properly with the background.
    Keep sharing your thoughts.

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