quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
E não sai de mim. Não há nada em mim. Eu precisei aprender a conviver com o nó na garganta. Obrigatoriamente. Eu sempre quis viver. Mas sempre fui impedida de fazê-lo - sempre e à uma medida trilhões de vezes maior. Eu sinto o peso. Eu não estou evitando olhar lá fora como fazia antes. Eu tenho medo de um dia perder a percepção. Eu tenho medo de que um dia eu acorde sem ter do que falar. Os cafés não vão tirar o meu sono porque eu vou ter insônia. Ninguém é capaz de descansar em paz enquanto percebe que não pode deixar de se vigiar. Prestar atenção minusiosamente no que pensa. Eu não sei o que esperar de mim. Eu acho isso podre.
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