quinta-feira, 7 de abril de 2011

E todas as vezes que tentei eu voltei à mim mesma. Tudo tão impreciso, estático. Chega a fazer eco. O som que tormenta apenas por não soar-se aos ouvidos de quem espera alguma espécie de respiração - não somente pegadas na areia. De quem espera vida e não necessariamente existência. De ir e voltar, da ciência de que não há o que lhe tire a paz. Simplesmente porque o sol nasceu hoje e isso já lhe basta ao sorriso. E supre, preenche. Som, música, respirar, sentir... O vento tecendo os cabelos. Pega-os emprestados. Parece um tecido - você chega a reconhecê-lo. É o tecido ao qual você quer deitar e dormir. Suspirar. Deitar no tecido branco e reluzente. Onde é capaz de ver com as mãos a paz que lhe é dada para o resto da vida.

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