sábado, 20 de novembro de 2010

Eu não quero mais escrever um livro. Eu não o leria mais de duas vezes - isso não significa lê-lo por inteiro. Eu só leria as partes felizes. E eu teria ciência de que estava mentindo naquele momento porque não acredito nessa maldita felicidade. Eu a odeio e isso é retrógrado de sua parte. Eu não escreveria um livro porque todas as vezes que ousaria lê-lo obrigatoriamente insistiria em imaginar que aquela garota não era eu. E nesse momento o que eu mais preciso é de mim. Eu preciso ser eu. Não vou mais me deixar de lado por nada nem ninguém. Já não vou mais me desgastar tanto quanto antes. Eu quero que todos se explodam. E mesmo que a vontade doentia de impedir isso tome posse de mim, eu vou me conter numa eterna indiferença.

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