quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Como o que reluz... Você vê o brilho, vê a luz. Mas, repare: nunca se vê o que há verdadeiramente. Você sabe que precisa disso. Você tem consciência de que é a luz que, por vezes, te fez olhar atentamente com os olhos quase que fechados para que, incessantemente, tente enxergar o que há de tão extraordinário. Você faz muita força para compreendê-la. Mas saiba: nem sempre é o final do túnel. Você sabe que pode acabar com a sua vida em uma fração de segundos. Mas sabe que precisa continuar olhando para aquela luz. Sabe que precisa desvendá-la. Não é você quem pede - tampouco seu coração. O que te induz a essa busca é outro mistério ao qual você não se importa em desvendar - pelomenos agora. Contanto que veja a luz. Ela é a sua grande ocupação deste momento: você não pode parar de olhá-la. Não consegue. Qualquer esforço será inútil. É completamente distinto da curiosidade - é necessidade. Você precisa da luz e, agora, nada será bom o suficiente para desviar sua atenção - até que ela se apague como a noite após o dia e você a encare como o primeiro passo ao se levantar. Aí a escolha será sua. Estará em suas mãos encará-la: agradecendo por mais um amanhecer ou lamentando-se com o desejo de jamais ter acordado.

Um comentário:

  1. Puxa.. Tá inspirada mesmo hen??? Belo texto..
    ele contém algumas mensagens "sublminares"..
    Goste... Vai além da simples interpretação.....

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