Quando ele adentrou à sala, já prevera todo o agora. Já sabia que o odiaria - não era por medo. E esse ódio me impedira de respeitá-lo. O passar do tempo só me fez convencer de que nunca estive tão certa. Aquele ar palhaço que sempre persistiu em ter mal me fazia cócegas. Só fazia aumentar o ódio. Mas como já ouvira dizer este mesmo ódio foi o que criou uma barreira em minha própria consciência - quando me dei conta, já não sabia mais porque tanto o odiava. E o tal do ódio se tornou em angústia. De súbito, já não me fizera relativamente superior àquela situação como antes, mas sim fraca, vulnerável. Poderia acabar com tudo isso em uma fração de milésimos, entretanto, para mim, não convinha aceitar que tinha me voltado contra meu próprio ser. Isto me parecia mais doloroso do que o próprio ódio. E acabava por me despertar mais raiva - o que, consequentemente, me agregava mais angústia. E mais raiva. E mais angústia, e mais raiva...
Nossa, sei bem o que é esse sentimento de raiva. haha!
ResponderExcluirÉ engraçado como isso vai piorando com o passar do tempo! :(
Ótimo blog! Parabéns!